sexta-feira, 13 de maio de 2011

Jornal Nacional - MEC defende que aluno não precisa seguir algumas regras da gramática para falar de forma correta

"Uma das autoras do livro apresenta a frase: "Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado", com a explicação: "Na variedade popular, basta que a palavra ‘os’ esteja no plural". "A língua portuguesa admite esta construção".
A orientação aos alunos continua na página 15: "Mas eu posso falar 'os livro'?". E a resposta dos autores: "Claro que pode. Mas com uma ressalva, ‘dependendo da situação a pessoa corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico".

Minha opinião bem resumida:
Não se pode opor oral e escrito. Não podemos fazer cisão linguística; ou vamos criar duas nações: uma oral e outra escrita. Também devemos lembrar que discurso científico é para cientista e discurso pedagógico é para professor. Linguística é desenvolvimento da linguagem para o desenvolvimento do Brasil. Linguística é ciência, e amplia o conhecimento do professor. A transposição dos conhecimentos dos professores deve ser feita com cautela.  Segundo a Profa. Dra. Dieli Vesaro Palma, "a formação do professor de língua materna competente deve estar assentada em dois tipos de conhecimento: os saberes científicos e os saberes a serem ensinados. Os primeiros englobam o saber declarativo, ou seja, aquele que o profissional deve saber para poder fazer. Os segundos são os saberes processuais que são aqueles que possibilitam ao profissional o fazer. Na escola básica e média, eles são retomados e devem ser internalizados pelos alunos". Talvez, seja esse o foco da discussão.

Jornal Nacional - MEC defende que aluno não precisa seguir algumas regras da gramática para falar de forma correta: "– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

Tesnière (parte 4)

As palavras vazias são de três tipos:
1. Juntivos: aquelas palavras que articulam dois núcleos de uma frase e têm a mesma função.
    Exemplo:
    Pedro e Maria saíram. Compraram doces e salgados.

Os juntivos (preposições, conjunções, artigos, numerais) aparecem entre os núcleos de uma oração.
Como no exemplo acima, "e" aparece entre "Pedro" e "Maria"

2. Translativos: aquelas palavras que instituem uma relação de subordinação. A translação transforma
     palavras de uma categoria gramatical em outra.
     Exemplo: Livro de Pedro (essa questão será tratada mais detalhadamente depois)

Continue lendo e anotando, você vai ficar surpreendido como a gramática funcional de Tesnière é muito fácil e vai ajudar você a produzir textos com mais facilidade.

Tesnière (parte 3)

Para Tesnière, as palavras são divididas em apenas duas classes:

1. Palavras plenas ou cheias - classe de designação ou melhor, palavras 
    que expressam uma ideia e exercem um função sintática como os substantivos,
    adjetivos, verbos e advérbios.

2. Palavras vazias ou incompletas - classe de relação, ou melhor, palavras
    que não expressam nenhuma ideia e funcionam como recursos gramaticais como
    pronomes, contrações, conjunções. Tais palavras podem ser suprimidas das frases,
    por exemplo, quando se produz um telegrama:
    (eu) Estarei aí amanhã. (eu) Sairei (no) ônibus 10 horas. (eu) Chegarei (às) 23 horas.

Na produção textual, a ausência das palavras vazias pode ser empregada como recurso
de estilo, chamado pelos modernistas de "estilo telegráfico". Exemplo:
Natal
Minha sogra virou avó.
Oswald de Andrade















Tesnière (parte 2)

Frase e Oração
Frase é uma unidade de significação que funciona para expressar uma
ideia, um pensamento completo.

Oração é a estrutura formal da frase, que apresenta as relações entre:
nome e verbo  =  sujeito <> precicado
segundo a gramática tradicional
ou
nome e verbo =  SN (sintagma nominal) <> SV(sintagma verbal)
segundo a gramática formal

Tesnière (parte 1)

Para começar aentender a gramática funcional de Tesnière, leia a matéria de Aldo Bizzocchi, publicado na Revista Língua Portuguesa. E, depois, volte para cá, please!

http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12027